A Beira
O mundo de cima, onde a gente vive: a roça, o igarapé, o seringal sangrado, o barranco do garimpo. Tudo o que o olho comum alcança. Os males da mata rondam por aqui, e é aqui que as bocas do encante se abrem.
Códex
O que o Curador aprende sobre o mundo de cima e o Fundo. Textos do códex do jogo.
O mundo de cima, onde a gente vive: a roça, o igarapé, o seringal sangrado, o barranco do garimpo. Tudo o que o olho comum alcança. Os males da mata rondam por aqui, e é aqui que as bocas do encante se abrem.
Debaixo d'água e por trás das coisas fica o Fundo, morada dos encantados — Iara, Boto, Cobra-Grande, Matinta, Boitatá, Mapinguari. Quem não sabe olhar não vê. É de lá que sobe o Encanto, e é pra lá que descem as bocas.
Aperte V e espie o Fundo por cima da Beira. As bocas do encante aparecem, o Nó do Mal acende nos males, e a mata fica da cor do rio à noite. Espiar gasta Encanto enquanto dura — olhe o que precisa e feche os olhos.
A força que corre no rio e na seiva, e que os encantados emprestam a quem sabe pedir. Cada reza gasta um tanto; a Vista também. Encanto bem guardado é o que separa um Curador de quem só está de passagem.
Redemoinho que se abre na Beira e desce pro Fundo. Só a Vista do Encante mostra onde ele está. Entrar numa boca começa uma descida; ela se fecha atrás de você, e outra só aparece depois de descansar na Roça.
O lado de dentro de uma boca: um pedaço do Fundo que muda de forma a cada descida. Raso, Profundo ou Abissal — quanto mais fundo, mais velho o mal que espera na última sala. Morrer lá custa o que se carregou; voltar inteiro fortalece.